Blogosfera - Mídia e Política na rede
   É devagar, é devagar, devagarinho...

O DEM, quando assistiu o vídeo no qual o governador do DF, José Roberto Arruda, aparece recebendo um maço de 50 mil reais de Durval Barbosa, teve ímpetos de expulsar o governador sumariamente.

Arruda emparedou a Executiva do partido. Se saísse iria cair atirando. "Não radicalizem comigo senão eu radicalizo com vocês", foram as palavras de Arruda.

O DEM decidiu então garantir a Arruda direito de defesa. Deu-lhe dez dias para apresentar seus argumentos. Nos dizeres de vários líderes demos, isso era mera formalidade. A expulsão de Arruda dos quadros do DEM era dada como certa para esta quinta-feira, dia 10 de dezembro.

Eis que hoje surge o presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), dizendo que o partido poderá adiar a decisão (ninguém mais fala em "expulsão") dos demos sobre Arruda para a sexta-feira, dia 11. 

Segundo Maia isso se deve à preservação do direito de defesa de Arruda (ué, de novo?), mas que a decisão "não passará dessa semana".

Já acionei minha bola de cristal e estou vendo daqui o futuro de Arruda: na quinta-feira seus advogados apresentarão um calhamaço de provas e documentos, e Rodrigo Maia dirá que "em nome do direito de defesa" ele precisará analisar detidamente todas as provas e argumentos de Arruda, para não cometer nenhuma injustiça. Aí adiará a decisão para um dia qualquer da semana que vem.

Depois disso o DEM vai dizer que as provas apresentadas são as mesmas relacionadas com o processo judicial, e que ainda serão discutidas no Judiciário, e por isso deverá esperar que o Judiciário se manifeste sobre o destino de Arruda. Aí a decisão será adiada indefinidamente, para sempre, provavelmente...

Só lembrando: os demos juraram de pés juntos que iriam "provar" que não são como o PT, que nada fez contra os mensaleiros...

Atualização das 21:50: A Executiva Nacional do DEM decidiu que a votação na sessão que decidirá o futuro de Arruda será secreta (leia aqui).



Escrito por Alan Souza às 13h19
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   Até que enfim chegaram nele!

Quando a Operação Caixa de Pandora veio a público formou-se um sentimento nacional de indignação e repúdio ao governador do DF, José Roberto Arruda. O mesmo foi execrado o quanto foi possível. Falava-se num esquema maior, em termos financeiros, e mais grave e acachapante que o mensalão petista.

Aos poucos, com uma nota aqui e outra alí, em blogs de política e alguns jornais, depois nas emissoras de TV, começou-se a falar da participação de Joaquim Roriz, governador do DF por quatro vezes e antecessor de Arruda, na montagem do esquema agora implodido. A presença de Durval Barbosa, mentor intelectual e executor principal do esquema de propinas e desvios de verba, tanto nos dois últimos governos de Joaquim Roriz como no governo de Arruda, reforçavam a afirmação: Arruda apenas manteve um esquema iniciado com Joaquim Roriz.

Agora tudo tornou-se escancarado: já fala-se abertamente que o governo Arruda, em termos de malfeitos e saque aos cofres públicos, foi apenas uma continuação do governo Roriz. Este estaria tão envolvido nos fatos quanto Arruda, senão mais. Segundo Ricardo Noblat, colunista de O Globo, Durval Barbosa teria uma coleção de 100 vídeos ainda não publicados ou entregues à polícia (leia aqui). Esses vídeos implicariam, além de Roriz, uma parcela do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do DF. Barbosa só não colocou esse bloco na rua porque acha que não dura muito neste planeta se virar metralhadora giratória. Mas se sentir-se ameaçado, ou se achar que isso o ajudará a escapar de seus 37 processos, certamente o fará.

E agora finalmente a imprensa anuncia que a Polícia Federal investigará o governo Joaquim Roriz (leia aqui). A Polícia quer saber quando começou o esquema de corrupção no DF e o valor da tunga. Fala-se atualmente em um desvio de 432 milhões de reais, e isso somente nas 37 ações judiciais, criminais e de improbidade, que Durval Barbosa responde. A quantia real desviada pode ser bem maior do que isso. Apenas a CODEPLAN torrava 500 milhões de reais por anos, isso somente em contratos de informática, nos anos do governo Roriz - época em que era gerenciada por Barbosa.

Se tudo der certo, teremos nos livrado de dois péssimos candidatos ao governo do DF em 2010...



Escrito por Alan Souza às 12h40
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   Olha quem andou falando do Arruda...

Em junho do ano passado José Roberto Arruda foi mimoseado com um presentinho: o secretário de Cultura do DF, Silvestre Gorgulho, organizou um livro puxa-saco do chefe governador. O livro, que chama-se "Brasília: preservação e legalidade - desafios do governo", serviu pra comemorar o primeiro ano do governo Arruda e foi custeado por empresários do DF. A obra continha os discursos de Arruda, suas entrevistas e artigos publicados pelo mesmo.

Na orelha do livro ficaram registradas várias opiniões sobre Arruda, dentre as quais as que destacamos abaixo:

"Pela boa administração que exerce no DF, José Roberto Arruda é hoje uma das mais importantes lideranças do cenário político nacional."
(Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB)

"Arruda serve para ser candidato a presidente da República pelo Democratas."
(Arthur Virgílio, senador do Amazonas, líder do PSDB no Senado)

"Arruda não fez barganha. Não instalou um balcão de negócios para oferecer a este ou aquele partido."
(Álvaro Dias, senador do Paraná, membro do Diretório Nacional do PSDB)



Escrito por Alan Souza às 20h51
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   Diz-me com quem andas...

Recordar é viver: José Serra, governador de São Paulo e presumível candidato a presidente pela chapa PSDB/DEM, cota o governador do DF, José Roberto Arruda, para ser seu vice e emenda: "vote num careca e leve dois"...

 



Escrito por Alan Souza às 19h29
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   Jobim, o bom de papo!

Da coluna do jornalista Elio Gaspari, no jornal O Globo de hoje:

"Transcorreu sem sobressaltos o segundo aniversário do dia em que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, convocou a imprensa e anunciou a maior lorota de seu mandarinato.

Em dezembro de 2007 ele informou que o governo concluíra um pacote de medidas para ressarcir os passageiros de companhias aéreas que ralassem atrasos nos aeroportos ou não conseguissem embarcar porque as empresas venderam mais passagens do que podiam. Coisa fina.

Num voo do Rio para Brasília o passageiro seria ressarcido em 5% do valor do bilhete caso o voo atrasasse mais de meia hora. O percentual subiria, chegando a 50% nos atrasos superiores a cinco horas. A compensação poderia ser dada com milhas.

O ministro disse que o plano entraria em vigor logo depois do Carnaval de 2008, por meio de uma medida provisória. Cadê?

O Ministério da Defesa garante que o projeto da MP está na Casa Civil. Cadê?

Nem MP, nem iniciativa do governo remetida ao Congresso, onde tramita, desde 2004, um projeto da senadora Serys Slhessarenko. Na sua versão atual ressarce as vítimas de overbooking e pega pesado no caso dos atrasos superiores a duas horas. Pelo jeito, tramitará por mais cinco anos.

Quem acreditou em Jobim fez papel de paspalho. Ele não voltou a falar do assunto e a doutora Solange Vieira, da Anac, acha que o consumidor maltratado tem mais é que procurar o Procon. Boa ideia, para dar queixa da propaganda enganosa de Jobim."



Escrito por Alan Souza às 18h25
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   Notas sobre um escândalo

Existe algo no escândalo que caiu na cabeça do governador do DF, José Roberto Arruda, que ainda não foi falado por nenhum blogueiro, nem jornalão ou emissora de TV. Não sei se a omissão foi deliberada, se passou despercebido ou se está sendo guardado para mais tarde...

Trata-se de um trecho do depoimento de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e denunciante do esquema. Barbosa prestou, em 16 de setembro deste ano, um longo depoimento ao Ministério Público do DF.

A íntegra do Inquérito nº 650/2009 do STJ, base da Operação Caixa de Pandora, foi disponibilizada pelo portal G1, da Globo (veja aqui)

Às folhas 17 do volume I do inquérito Barbosa anota em seu depoimento que o próprio Arruda lhe pedira para contratar, via CODEPLAN, uma empresa de comunicação chamada Notabilis Comunicação e Marketing. Disse Barbosa que a Notabilis estava no nome dos irmãos Omézio e Orlando Pontes, mas que um de seus sócios era Marcos Sant’anna Arruda, filho de José Roberto Arruda.

Assim a Notabilis, que tinha como sócio um filho de Arruda, foi contratada pela CODEPLAN, passando a receber, segundo Barbosa, um valor mensal de 40 mil reais.

Às folhas 73 do volume II do Inquérito 650 Barbosa juntou cópia da 10ª alteração contratual da Notabilis, quando Marcos Arruda passou a fazer parte do quadro social da empresa. A alteração está datada de 23/10/2003, e foi registrada no Cartório Marcelo Ribas em 06/11/2003, sob o nº 0002273, no livro A-03.

Na sequência Barbosa juntou ao inquérito (folhas 90 a 128 do volume II) um conjunto de 39 notas fiscais da Notabilis, emitidas entre dezembro de 2003 e julho de 2006, totalizando mais de 720 mil reais pagos à Notabilis, tendo a CODEPLAN como cliente.

Omézio Pontes, sócio de Marcos Arruda na Notabilis, foi assessor de comunicação de Arruda na Câmara Federal, e seguiu como assessor de comunicação de Arruda no GDF.



Escrito por Alan Souza às 23h09
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   Todos já esqueceram...

Pessoal, e a gripe suína? E as "milhões de mortes" que ela causaria?

E o apagão da Dilma Roussef?

E a violência no Rio de Janeiro?

Essas "crises" todas sumiram por causa da sucessão natural de confusões neste país, agora tomado pelo mensalão do DEM, ou porque foram fabricadas mesmo pela mídia, e não tinham "sustância" pra render assunto mesmo?



Escrito por Alan Souza às 16h43
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   Porque o panetone de Arruda incomoda

Verificada a estarrecedora extensão do megaesquema de propinagem e corrupção do governo Arruda no DF, é hora de contabilizar perdas e ganhos.

Dizia-se que se os vídeos da propinagem viesse à tona Arruda fatalmente seria forçado a renunciar. Seu partido, o DEM, advogava até ontem a tese de expulsão sumária do seu único governador (se isso acontecesse Arruda estaria inelegível em 2010). Em suma, a situação de Arruda era a pior possível.

Eis que duas frases ditas por Arruda mudaram o rumo da estória. A primeira foi "não vou renunciar", dita em público. E a segunda, dita à cúpula de seu partido, que fora lhe cobrar explicações, foi a seguinte: "se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo". Traduzindo: eu morro mas levo alguns pra cova junto comigo.

O jornal O Estado de São Paulo publicou em sua edição de hoje (leia aqui) que dentre outras "radicalizações", Arruda ameaçou revelar que o esquema de corrupção do DF irrigou campanhas do DEM em outros estados, inclusive a campanha de Gilberto Kassab à prefeitura de São Paulo, em 2008.

Agora há pouco a Executiva do PSDB decidiu sair do governo do DF (leia aqui). Os Tucanos possuem cerca de 100 cargos no governo distrital. A decisão se deu porque o pivô do escândalo, Durval Barbosa, declarou que o representante do PSDB no propinoduto distrital era Márcio Machadopresidente da Executiva do PSDB no DF, atual secretário de Obras do governo Arruda e cotado como candidato ao Senado pela aliança PSDB/DEM no Distrito Federal.

O PSDB não quer que a lama lhe respingue em nenhum momento, sob pena de perder de vez o discurso anti-corrupção que levará à campanha presidencial contra Dilma Roussef, virtual candidata do PT, discurso esse já bem desgastado pelo Mensalão Tucano em Minas Gerais.

Mas um post publicado no blog do jornalista Luis Nassif promete mais pulga atrás da orelha dos Tucanos. Segundo o texto (leia aqui) a empresa Info Educacional, presidida por Alexandre Tavares de Assis, que aparece envolvido no meio do olho do furacão do esquema de propinagem e corrupção do DF, manteve entre 2003 e 2006 diversos contratos de fornecimento de programas de informática educacionais com a FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação, entidade vinculada ao governo de São Paulo. De dezembro de 2003 a janeiro de 2006 a Info Educacional recebeu mais de 10 milhões de reais da FDE.

Como se vê, o panetone de Arruda começa a incomodar demais. Pode ser apenas a ponta de um imenso panetone de natal tamanho família...



Escrito por Alan Souza às 18h45
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   A Folha e a desnotícia

A Folha de São Paulo continua sendo a campeã no quesito desnotícia na imprensa brasileira. O penúltimo episódio da Folha foi o seguinte: Cesar Benjamin, que é a terceira pessoa depois de ninguém (você já ouviu falar dele antes?), escreveu na Folha um artigo, na qual ele afirma que Lula, quando esteve preso no DOPS de São Paulo, em abril de 1980, teria reiteradamente tentado violentar um companheiro de cela. Isso mesmo que você leu, a Folha de São Paulo publicou um texto de alguém que afirma ter o presidente da República tentado violentar um homem, dentro de uma cela, na prisão. Coisa de filme de mafioso de Miami de segunda categoria, não é?

A revista Veja ("última flor do fascio", como diz Paulo Henrique Amorim) localizou cinco pessoas que dividiram a cela com Lula, naquele mês de abril. Todos disseram claramente que o fato nunca ocorreu. Veja localizou também o suposto agredido, João Batista dos Santos, e este também negou os fatos (Veja, lógico, tratou de dar uma redação dúbia às declarações de Batista, leia aqui).

Cesar Benjamin foi sindicalista e fundador do PT, trabalhou com Lula até o início do 2º mandato do presidente, no marketing da campanha petista. Hoje destila ódio contra Lula por todos os poros, e sempre que pode ataca virulentamente o presidente, em público e privado. Atualmente milita no PSTU. Curiosamente foi um seu companheiro de partido, o atual presidente do PSTU, José Maria de Almeida, que fez o desmentido mais categórico à loucura de Cesar. Almeida esteve preso na mesma cela que Lula em abril de 1980, e declarou com todas as letras: "tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu. O Benjamim viajou na maionese."

A Folha de São Paulo, por ser do seu estilo, não publicou nenhum dos desmentidos...



Escrito por Alan Souza às 22h14
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   Enrolar é o melhor negócio

José Roberto Arruda, governador do DF, foi pilhado em meio a um megaesquema de desvio de dinheiro público e distribuição de propina para aliados - caso clássico de mensalão. Mesmo com gravações feitas com autorização judicial, mostrando sua participação ativa na farra, Arruda está disposto a mentir descaradamente em juízo, pra tentar se safar da Lei.

O governador seguirá a linha básica de defesa de qualquer marido flagrado pela esposa na cama com a amante: negar até a morte e dizer que "não é nada disso que você está pensando". Arruda pretende dizer que foi "envolvido" por Durval Barvosa, seu secretário de Relações Institucionais, sem saber que estava em meio a um esquema gigantesco de corrupção. Por mais risível que seja a tolice (e considerando que obviamente o esquemão não tinha como funcionar sem o conhecimento do governador, ou no mínimo com sua omissão total), Arruda irá sustentá-la. Mesmo que até as portas da residência oficial saibam que era absolutamente impossível on esquema funcionar por conta própria, é isso que Arruda dirá. O clássico "eu não sabia".

Arruda também pretende dizer que se sentia "ameaçado" por Barbosa e que o mantinha no governo por conta de medo de represálias (ok, se tinha medo de represálias é porque tinha o rabo preso, já diz a sabedoria popular...).

O único governador do DEM nem liga para o fato de que parecerá ridículo para um homem maduro e adulto, político experiente, ser enganado por um sujeito como Barbosa, terceira pessoa depois de ninguém e alvo de mais de 20 processos judiciais, alguém que que parece ser investigado pela polícia e pelo Ministério Público desde que nasceu, e que só tinha desenvoltura e poder político por ser o operador do esquema. Também não está nem aí para o fato de sua defesa parecer ridícula, alegando que sentia-se ameaçado, ao mesmo tempo em que era o homem que mandava no Distrito Federal, sendo comandante das polícias civil e militar e com largo e fácil acesso à Justiça e ao Ministério Público.

A real é a seguinte: Arruda aposta na lentidão crônica da Justiça brasileira (principalmente quando se julga alguém de alta estirpe), uma Justiça cujo Suprema Corte, por exemplo, jamais condenou um político. Arruda sabe que não vai mais reeleger-se governador, quer apenas escapar da cassação e da cadeia. Adiante certamente tentará um mandato de deputado ou senador, para manter o foro privilegiado no Judiciário.

Ele também aposta na tese do barril de lama, engenhosamente montada por outro político conhecido por sua carreira atribulada, Renan Calheiros. Essa tese diz o seguinte: se você não puder sair do barril de lama então trate de arrastar mais gente para dentro dele junto com você. Fica mais fácil para safar-se do afogamento se estiver abraçado com outros. No caso de Arruda o barril tem bastante gente graúda junto com ele: além do vice-governador Paulo Octávio, cerca de dez deputados distritais estão enrolados. Assim Arruda já sabe que safou-se pelo menos da cassação, já que a dezena de deputados não dirá que ele é culpado de nada - seria afundar junto com ele no barril...

O ponto final da estória, a parte mais bizarra de tudo, é como Arruda pretende escapar politicamente: planeja aliar-se ao PT, um dos maiores rivais do seu partido, o DEM.

Aliás, é bizarro para nós, pobres mortais e pessoas comuns. Tendo em vista a sobrevivência política de José Sarney após a mais impressionante saraivada de bordoadas que um político jamais tomou desde Fernando Collor, a estratégia parece destinada ao sucesso...



Escrito por Alan Souza às 20h08
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   Reforma ortográfica - faça a sua!

Não sei se o material serviria para mim, eis que o meu diagnóstico é hipertensão...



Escrito por Alan Souza às 18h28
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   Deu a louca nas autoridades...

"O meu carro, se me permite a expressão, não há cu de peruano que aguente!"

(Fernando Gabeira, Deputado Federal pelo PV/RJ, justificando o uso de verba pública para aluguel de carros utilizados na sua campanha eleitoral)

"Meu pinto, meu estômago, meu coração e meu cérebro são uma linha só. Não são fragmentados. Fui desrespeitado pela imprensa que reverberou sem investigar e por dois ou três deputados."

(Juca Ferreira, Ministro da Cultura, justificando sua exaltação ao reclamar de reportagens acusando o Ministério da Cultura de uso de verba pública para propaganda eleitoral)



Escrito por Alan Souza às 07h55
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   A ética de fachada de Gabeira

Reportagem da Folha de São Paulo de hoje mostra que o deputado federal "ético" Fernando Gabeira (PV/RJ) utilizou R$ 6.600,00 de verba da Câmara dos Deputados para custear o aluguel de veículos usados na sua campanha eleitoral.

Outro pilhado no uso de recursos públicos para custeio de aluguel de veículos em campanhas eleitorais foi o deputado federal Jader Barbalho (PMDB/PA), mas esse não é novidade nenhuma...

Leia a reportagem aqui (para assinantes do UOL ou da Folha), ou aqui, na Folha Online.



Escrito por Alan Souza às 08h53
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   Passou batido

O bafafá gerado pela visita de Mahmoud Ahmadinejad ofuscou uma entrevista-bomba, dada pela ministra Eliana Calmon, do STJ - Superior Tribunal de Justiça, ao jornal O Estado de São Paulo, neste domingo (22/11).

Na entrevista, que você pode ler clicando aqui, a ministra diz que as escolhas de ministros para o Tribunal são um jogo de cartas marcadas, resultado de conchavos. Segundo ela um grupo de "liderança forte" patrocina a escolha de "amigos". A ministra é taxativa ao afirmar que os juízes de carreira não dirigem o Judiciário. Mais: afirma categoricamente que o atual presidente do STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, comanda o grupo que escolhe os membros das listas tríplices encaminhadas ao presidente da República para escolha dos ministros do Tribunal.

A ministra vai mais longe ao adiantar o próximo escolhido para o STJ: será o cearense Raul Araújo Filho, conterrâneo do presidente do STJ. Mais informações sobre a entrevista você ainda vê aqui, no blog do Frederico Vasconcelos, da Folha de São Paulo.

Não acho que somente a visita de Mahmoud Ahmadinejad seja o motivo da entrevista ter sido ignorada pela grande mídia, apesar de seu teor bombástico. O caso é que Eliana Calmon foi nomeada para o STJ em 1999, por Fernando Henrique Cardoso. Já o presidente do Tribunal, Cesar Asfor Rocha, foi nomeado em 1992, por Fernando Collor. Se um dos dois tivesse sido nomeado por Lula, certamente o estardalhaço seria grande, muito grande...



Escrito por Alan Souza às 21h45
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   E daí?

Certo, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, nega que o Holocausto tenha ocorrido. Também já declarou que não reconhece o estado de Israel e quer dizimá-lo.

E daí?

Quem liga alguma coisa para o que Ahmadinejad fala, principalmente em matéria de história?

Existem fotos, filmes e milhões de depoimentos de norteamericanos, russos, franceses, poloneses, austríacos, etc..., sobre a existência do Holocausto. O que Ahmadinejad diz não influencia em uma vírgula. Aliás, todo mundo sabe que ele nega a existência do Holocausto única e exclusivamente com a intenção de ofender e atacar Israel.

Quanto a não reconhecer o estado de Israel, eu pergunto: e Israel reconhece a Autoridade Palestina? Israel pensa em suspender sua política de ocupação dos territórios palestinos e de repressão na Faixa de Gaza? E cadê os manifestos do mundo contra isso?

Israel aprende assim que as pessoas reagem à forma como são tratadas. E que a Regra de Ouro manda fazer ao outros o que se quer para si mesmo...

Gays são mortos no Irã, mulheres não são livres lá. Não mais do que nas demais nações islâmicas ou na China, onde uma mulher pode ser presa por portar uma camisinha. Aliás, no norte da África e na Ásia a mistura de Islamismo e costumes tribais gerou alguns dos mais violentos e preconceituosos regimes que se tem notícia. Obviamente, toda forma de preconceito e segregação devem ser permanentemente combatidos. Mas cadê os protestos contra o resto do mundo islâmico por conta dessas situações?

As pessoas deviam expandir mais seus conceitos e visões de mundo, e se deixar influenciar menos pela mídia norteamericana e europeia, antes de abrir a boca para protestar contra algo. Se vale pra um, tem que valer pra todos.



Escrito por Alan Souza às 19h11
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