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Senadores sobem o tom contra o Supremo...
Há dois dias postei aqui um texto sobre o pouco caso que o Senado estava fazendo acerca da determinação do Supremo Tribunal Federal, de cassar o mandato do senador Expedito Junior (PSDB/RO). Falei depois que isso ganhava ares de crise institucional. Hoje pela manhã o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) recebeu a solidariedade de seus colegas, por conta da denúncia acerca do chamado Mensalão Mineiro. Os colegas do senador execraram a postura do STF, de acatar a denúncia contra o senador mineiro. Bastou um senador ser ao menos investigado para o STF tomar bordoada dos demais membros da Casa. Avaliem a grita geral que será quando o primeiro for condenado... E depois dessa patranha toda o próprio Eduardo Azeredo fez aquela que provavelmente é a mais grave acusação já feita a um ministro da Suprema Corte: Azeredo declarou que o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso, inseriu um recibo falso no processo, para sustentar seu voto, desfavorável ao senador. Trata-se de uma acusação gravíssima. Acusa-se um ministro do Supremo de inserir, à sorrelfa, um documento falso em um processo judicial, com a intenção prévia e deliberada de prejudicar o réu. O Supremo assistiu quieto a resistência do Senado em cumprir uma decisão irrecorrível daquela Corte. Não pode agora portar-se da mesma maneira diante da gravíssima acusação feita a um dos seus membros. A resposta deve ser imediata e duríssima. Azeredo deve provar cabalmente o que falou, sob pena de ser responder criminalmente por calúnia. O gesto do Tucano, inclusive, é crime de responsabilidade, suficiente para a cassação de seu mandato - algo que seus pares jamais farão, eis que solidários ao comportamento do senador mineiro...
Escrito por Alan Souza às 18h32
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Teatro do absurdo...
Tirando Faixa de Gaza, Iraque, Afeganistão e outros lugares similares, você já viu professor de escola pública ter treinamento para saber como se portar em meio a fogo cruzado? Não? E em alguma capital com mais de 5 milhões de habitantes? E em alguma cidade-sede dos Jogos Olímpicos? Nunca viu? Sarajevo é brincadeira, aqui é o Rio de Janeiro - já dizia Marcelo D2... Provavelmente é a única cidade do mundo situada em um país democrático e que não está em guerra em que isso acontece. Alguém ainda se espanta?
Escrito por Alan Souza às 21h57
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Enquanto isso...
O Senado desobedece o Supremo Tribunal Federal, numa clara violação do princípio constitucional da separação dos poderes, e isso ganha uma linha de chamada mínima, no meio da página do UOL. Na chamada principal, em letras garrafais, está a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss, um ilustre desconhecido para 95% da população brasileira. Uma crise institucional em andamento, e o UOL fica publicando as loas tecidas por FHC a Lévi-Strauss ("um dos maiores da história!"). Fosse o Executivo o desobediente ao Supremo, e o UOL e a Folha já teriam anunciado, em conjunto, o fim da espécie humana...
Escrito por Alan Souza às 18h33
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Senado faz pouco caso do STF
O caso é o seguinte: em junho deste ano o TSE - Tribunal Superior Eleitoral, havia cassado o mandato do senador Expedito Júnior (PSDB/RO). O senador recorrera ao Supremo Tribunal Federal. E o STF falou grosso quando , na semana passada, determinou ao Senado a cassação do senador Expedito. Ocorre que, pouco afeito aos trâmites da democracia, o Senado decidiu inventar um recurso e não acatar a determinação do STF. Nesta terça-feira, 03/11/2009, o Senado decidiu acatar um recurso do senador Expedito à Mesa Diretora do Senado, e com isso vai protelar a cassação do mesmo - cassação essa que o STF determinara que fosse imediata. Resta saber se desta vez Gilmar Mendes vai chamar o senador José Sarney às falas. Se fosse eu, uma pessoa comum, a desrespeitar uma decisão do Supremo, certamente seria preso por desobediência. Mas Sarney, com o não é alguém comum, vai se livrar dessa antes que Gilmar Mendes consiga dizer "inconstitucional" em alemão...
Escrito por Alan Souza às 18h21
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Tratado de não-agressão...
Líderes políticos, em guerra aberta ou com guerras se avizinhando, às vezes estabelecem tratados de não-agressão. Foi assim com Hitler e Stalin, os capos da Alemanha e União Soviética, às vésperas da 2ª Guerra Mundial. Verdade que nem sempre esses tratados prosperam como as partes assinantes querem, mas servem para uma trégua oportunista, muitas vezes. Em vigor atualmente uma choldra assim entre Governo e Oposição. O PSDB finge que bate no Governo. Gastou as pestanas pra conseguir a CPI da Petrobrás. E agora ameaça abandonar a CPI, sem conseguir fazer nada que preste lá. Já o PT havia eleito o ruinoso governo de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul, como alvo para descontar a raiva que o PSDB lhe fazia. Por lá a CPI da Corrupção proposta pelos petistas também morreu antes de começar. Pensando bem, com cautela, os dois lados devem ter descoberto que o dono do telhado de vidro não deve jogar pedras no telhado alheio, e que estava bom para ambas as partes se um parasse de cutucar o outro, já que os prejuízos seriam inevitáveis...
Escrito por Alan Souza às 00h12
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