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Olimpicas curiosidades...
O Blogosfera adora esporte. Neste período de Jogos Olímpicos, fico me perguntando quem são os maiores vencedores das Olimpíadas de todos os tempos. E por incrível que pareça, a informação não está disponível de forma muito fácil na internet.
Por isso, resolvi postar aqui alguns dos resultados mais expressivos da história dos Jogos Olímpicos. Comecemos pela maior questão: qual atleta ganhou mais medalhas de ouro na história dos Jogos Olímpicos?
Até agora quatro atletas ganharam nove medalhas de ouro: o fundista finlandês Paavo Nurmi, que ganhou três medalhas em Antuérpia-1920, cinco em Paris-1924 e uma em Amsterdã-1928; o nadador norte-americano Mark Spitz, que levou duas medalhas no México-1968 e sete medalhas em Munique-1972 (é também o atleta com mais medalhas de ouro numa única Olimpíada); o também norte-americano Carl Lewis, velocista e saltador que ganhou quatro medalhas em Los Angeles-1984, três em Seul-1988, duas em Barcelona-1992 e uma em Atlanta-1996; e a ginasta russa Larisa Latynina, que faturou três medalhas em Melbourne-56, três em Roma-1960 e três em Tóquio-1964.
Aliás, Latynina é também a atleta com mais medalhas olímpicas em todos os tempos, com um total de 18 medalhas (nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze).
Carl Lewis também tornou-se, em Atlanta-1996, membro de uma seleta confraria: apenas três atletas, até hoje, ganharam quatro medalhas consecutivas (no caso de Lewis, foram quatro ouros no salto a distância, em 84/88/92/96). O norte-americano Al Oerter venceu a prova de arremesso de disco, em Melbourne-1956, Roma-1960, Tóquio-1964 e México-1968 (foi o primeiro tetracampeão olímpico da história), e o remador dinamarquês Paul Evstrom levou suas quatro medalhas em Londres-1948, Helsinki-1952, Melbourne-1956 e Roma-1960.
Alguns esportes tem casos particulares, como o boxe, modalidade que alberga a chamada Santa Trindade: apenas três atletas do boxe ganharam três medalhas de ouro, até hoje. O primeiro membro da tríplice coroa foi o húngaro Laszlo Papp, que venceu em Londres-1948 na categoria peso médio, e também conquistou o primeiro lugar do pódio em Helsinki-1952 e Melbourne-1956. Entretanto, nestas duas últimas Papp venceu na categoria médio-ligeiro. O primeiro boxeador a vencer três vezes consecutivas na mesma categoria foi o cubano Teófilo Stevenson, verdadeiro mito do boxe mundial, que ficou com a medalha de ouro na categoria peso-pesado em Munique-1972, Montreal-1976 e Moscou-1980. Seu feito foi igualado pelo também cubano Félix Savon, outro peso-pesado, que venceu as edições de Barcelona-1992, Atlanta-1996 e Sydney-2000.
No Brasil, cinco atletas ostentam duas medalhas de ouro. O velejador Robert Scheidt, paulistano, venceu em Atlanta-1996 e Atenas-2004, e ainda tem uma medalha de prata, conquistada em Sydney-2000. O triplista paulistano Adhemar Ferreira da Silva, vencedor em Helsinki-1952 e em Melbourne-1956, foi também o primeiro campeão olímpico do atletismo brasileiro. Os jogadores de vôlei Giovane, mineiro de Juiz de Fora, e o campinense Maurício, foram campeões em Barcelona-1992 e Atenas-2004.
Entretanto, o iatista paulistano Torben Grael é o atleta brasileiro mais "medalhado" em todos os tempos. Vencedor do ouro em Atlanta-1996 e em Atenas-2004, ganhou ainda a medalha de prata em Los Angeles-1984, e duas medalhas de bronze, em Seul-1988 e em Sydney-2000. Com cinco medalhas olímpicas, é ainda o iatista com mais medalhas em todos os tempos, na história das Olimpíadas.
Escrito por Alan Souza às 21h19
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Reputação ilibada...
A decisão do STF, de liberar a candidatura dos fichas-sujas, coloca o Brasil numa surreal situação: o candidato a cargo público, que estiver respondendo a um processo administrativo, ainda que por motivo bobo, não pode tomar posse. Já o político pilantra, condenado em duas instâncias por peculato e improbidade administrativa e aguardando apenas o julgamento de recurso, pode disputar as eleições à vontade. E olhem que a decisão do STF baseou-se no princípio da presunção da inocência, que inexplicavelmente opera apenas a favor do político corrupto, mas não a favor do candidato ao cargo público.
A decisão coloca as coisas no seguinte pé: Paulo Maluf e Jader Barbalho têm reputação ilibada, pela presunção da inocência. O candidato a cargo público que esteja com o nome inscrito no SERASA porque não pagou a conta de telefone não tem a mesma reputação...
É estranha a definição: para tomar posse num cargo de nível médio, rigor máximo. Para controlar o cofre de um país, rigor zero!
Escrito por Alan Souza às 14h09
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Futebol & Futebol
Foi bem a nossa Seleção masculina de futebol, na sua estréia nos Jogos Olímpicos da China. Bom toque de bola, presença forte e constante na área do adversário e muitas jogadas bem armadas. Só não teve resultado mais elástico porque os belgas estavam totalmente retrancados, apavorados com a hipótese de tomar uma goleada. A camisa amarela impõe muito respeito. A qualquer aproximação brasileira além do meio-campo, rapidamente sete ou oito belgas recuavam, praticamente postando-se dentro da grande área. Nenhum atacante brasileiro foi marcado por menos de três belgas. Só por isso o placar não foi melhor.
Já a Seleção feminina decepcionou. Embora tenham comemorado o empate sem gols com as campeãs do mundo, as alemãs, o que se viu foi um time muito desorganizado, chutões para frente sem propósito e bolas lançadas a esmo. Nem o talento de Marta salvou, já que a bola não chegava a ela. Houve ainda muita posse individual de bola e poucos passes, raramente precisos. Ainda menos finalizações de qualidade. A meta alemã foi ameaçada com perigo real duas, no máximo três vezes, durante todo o jogo.
A perdurar esse cenário, nossos rapazes podem sonhar com a medalha inédita, mas as meninas terão que melhorar muito e botar mais ordem na casa. Precisa de alguém na Seleção feminina com autoridade para dizer às demais: "calmô, calmô!", como se dizia na minha infância de perna-de-pau...
Escrito por Alan Souza às 13h42
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Aproveitando o Dia dos Pais
A Adega Brasília, que fica na 405 Norte, está com promoções que devem ser aproveitadas, para um Dia dos Pais feliz e bem regado a um bom vinho. O espumante Freixenet, cava espanhol legítimo e de boa cepa, está a 32 reais (ótimo preço!). É uma boa pedida para harmonizar com massas de molho vermelho. Já o João Pato Touriga Nacional está a 42,50, boa relação custo x benefício, é um vinho português da melhor qualidade.
Meu amigo filósofo Luis vive me pedindo indicações de bons vinhos argentinos. Pois bem, a Adega Brasília está oferendo o Alamos Malbec a 27,70, vale a pena conferir. O Catena Zapata Malbec está a um preço convidativo, apenas 48,50. Bons brindes no Dia dos Pais!
Categoria: Para Gostar de Vinho
Escrito por Alan Souza às 14h36
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Isso é que é pragmatismo!
A Alemanha será adversária da nossa seleção feminina de futebol, nas Olimpíadas que se avizinham. Pois bem, Ronaldinho Gaúcho hoje teve que posar para fotos com duas jogadoras dos escrete alemão, Fatmire Bajmaraj e Celia Okoyino, que são fãs do craque brasileiro.
Espere aí... duas alemãs com esses nomes e sobrenomes?
Justo num dos países europeus que mais registra casos de ataques xenófobos a estrangeiros, principalmente árabes e africanos?
Waaaaaaal (como diria Paulo Francis), isso é que é pragmatismo! Pra ganhar medalhas, estrangeiros são bem vindos à Alemanha. Pra morar, estudar e trabalhar por lá, nein!
Escrito por Alan Souza às 15h25
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Minc é um desastre!
Colocar sujeitos sem preparo técnico em cargos públicos costuma ser desastroso. Colocar despreparados com tendência ao espetáculo e ao flash é mais que desastroso, é funesto, prejuízo líquido e certo.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou com estardalhaço a apreensão dos chamados "bois piratas". São animais criados em terras de proteção ambiental, que não podem servir a essa finalidade (pasto). Apreenderam-se milhares de bois. Minc anunciou que venderia os bois e o dinheiro seria revertido ao Fome Zero.
Até agora, o Governo já tentou leiloar por quatro vezes os bois. Não conseguiu encontrar compradores e, pior ainda, teve o último leilão suspenso por ordem judicial. O fazendeiro proprietário das reses ainda tem a cobertura de uma liminar, que obriga o Governo a depositar o dinheiro de uma eventual venda em juízo. Ou seja, ainda que consiga vender os bois, o Fome Zero não verá a cor do dinheiro - não tão cedo...
Para cuidar dos bois piratas, o Gverno está gastando uma baba. Entre servidores do IBAMA e policiais encarregados da guarda dos animais, além da vigilância de helicópteros, já se torrou 1 milhão de reais. O preço estipulado dos bois é de 1,445 milhão. Ou seja, o Governo está na bica de levar prejuízo - ainda que venda os bois. Era melhor ter doado esse dinheiro gasto e doar ao Fome Zero. Resultado mais prático do que a pantomima de Minc...
Pra completar o cenário de desgraça: os bois estão alojados em uma área no oeste do estado do Pará em pleno período de estiagem. Com o pasto ralo, os bois definham e estão a pele-e-osso. Abatedouro nenhum se interessará por comprar e abater gado tão magro.
Em resumo, Minc só conseguiu arrumar problemas, críticas e prejuízos ao Governo. E sua ação pirotécnica teve resultado zero, sob qualquer aspecto que se analise.
O filósofo Li Tai Po, há mais de mil anos, já dizia: "é melhor não fazer nada, do que dispender grandes esforços para produzir coisa nenhuma".
Minc não aprendeu a lição. E parece que não aprenderá, mesmo que viva mil anos...
Escrito por Alan Souza às 10h16
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Por que Gilberto Gil foi Ministro. E porquê ele saiu...
Gilberto Gil, o demissionário Ministro da Cultura, foi nomeado por vontade de Lula, mas por culpa de Frei Betto.
Quando Lula manifestou a vontade de ter Gil no Ministério, Frei Betto atacou a opção. Declarou que no PT existiam setores no partido formulando políticas culturais há 13 anos, e que a esses setores caberia a indicação do titular da pasta da Cultura. Com essa declaração, Frei Betto provocou um singular efeito: a necessidade de Lula afirmar sua autoridade como presidente e deixar claro que o PT não nomeava ministros, e sim ele, o presidente da República.
Assim Gil tornou-se ministro, e ainda dando-se ao luxo de exigir poder conciliar a vida ministerial com sua carreira artística. Frei Betto foi enquadrado e calou-se. Meses depois, deixaria o Governo. Gil ficou mais cinco anos...
P.S.: Sim, falta explicar a saída de Gil. Muito embora ele não fosse exatamente um neófito (já fora eleito vereador em Salvador, em 1988), Gil cansou. Essa vida de ministro não fora feita pra ele, ou melhor, ele nasceu mesmo é pra ser artista. Só não saiu antes para evitar o assédio da base aliada ao cargo - é uma Pasta bem fornida em verbas. E ao sair ainda deu a deixa a Lula para se livrar da fome de cargos dos aliados, deixando explícita sua preferência por Juca de Oliveira como seu sucessor. Lula, assim, tem uma boa desculpa para não leiloar o cargo, pois argumentará que terá de atender ao último pedido de Gil como ministro...
Escrito por Alan Souza às 17h54
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