Blogosfera - Mídia e Política na rede
   No Pará ainda tem dessas coisas

Não gosto quando dizem que a minha terra natal, o Pará, é terra sem lei. Mas lá ainda tem coisas que só se via no resto do mundo no tempo dos bandoleiros. A advogada, jornalista e blogueira Franssinete Florenzano que o diga. Franssi, como carinhosamente ela é conhecida no meio blogueiro do Pará, resolveu fazer o que sabe fazer e o que sua ética de cidadã, advogada e jornalista determina: denunciar malfeitos de políticos e poderosos. Ai dela!

Ela cutucou os calos dos vereadores de Belém, em várias ocasiões, e em especial de um sujeito chamado Gervásio Morgado, vereador pelo PR, um sujeito que já foi fotografado bebendo cerveja no plenário da Câmara dos Veredadores de Belém. Franssi é servidora de carreira da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, e estava à disposição do TCE, onde assessorava o conselheiro Luis Cunha. Pressionado por Morgado e outros vereadores, o conselheiro disse para Franssinete optar entre o emprego e as denúncias. Franssi deveria abandonar o seu blog, se quisesse manter o cargo de assessora. Ela, por ser honesta, optou pelo blog. E foi exonerada. Simples assim.

O Sindicato dos Jornalistas denunciou em seu site a pressão imoral que os vereadores fizeram para pedir a cabeça de Franssi, e enviou ofício ao presidente do TCE/PA, Cipriano Sabino, pedindo providências. Não adiantou, no Pará a força da patifaria é maior do que a força da ética. Franssi foi exonerada, pra aprender a não incomodar, a ficar calada.

O que eu queria saber mesmo, é como o conselheiro Luis Cunha consegue deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, depois de uma situação dessas. A função de conselheiro de uma Corte de Contas exige no mínimo que se seja independente e imune a pressões de políticos. Se o conselheiro Luis Cunha não conseguiu resistir às pressões para exonerar sua assessora, pessoa de sua confiança, valha-nos Deus quando as pressões forem por coisas muito mais sérias e maiores...

Quando eu digo que no Pará tem coisas que só se via no tempo dos bandoleiros, é disso que eu estou falando. Infelizmente, na minha terra ainda tem disso: gente do Tribunal de Contas perdendo o emprego por pressão espúria de políticos. Incrível, porém verdadeiro!



Escrito por Alan Souza às 18h58
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   Merece aplausos!

A jornalista Cynara Menezes, da Carta Capital, produziu um texto que é um excelente resumo da situação política não-partidária no Brasil atual, no campo da Oposição. O texto está aqui, no site da Carta Capital. Vale a pena reproduzi-lo, abaixo, pois merece aplausos:


Em 1996, três jornalistas –entre eles o filho do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro –lançaram com estardalhaço o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o perfeito idiota.

Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se dividem em três grupos:



1. o “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios –os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.



2. o comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.

3. o cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer. Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros, e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.

 

 



Escrito por Alan Souza às 08h18
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   Desfazendo alguns mitos

Uma pesquisa do Banco Central sobre a concessão de crédito e o perfil dos devedores ajudou a desmistificar um pouco a questão do calote no Brasil. Segundo a pesquisa os maiores caloteiros são os profissionais liberais, os empresários e os empregados da iniciativa privada. 

Os pobres, os desempregados e os servidores públicos são os melhores devedores - o Nordeste apresentou os melhores índices de quem quita corretamente seus débitos.

Leia a reportagem na Carta Capitalhttp://t.co/XcE19pZf.



Escrito por Alan Souza às 22h10
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   Já pode ser cínico?

Merval Pereira toma posse na Academia Brasileira de Letras. Ok, o cinismo já começa no fato de um cara que só tem dois livros ser da ABL. E aí no discurso de posse ele diz que a base do jornalismo é a ética

Mudei de canal...



Escrito por Alan Souza às 21h13
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   E aí, Chico Anysio?

Vendo a presidenta Dilma discursar na ONU eu lembrei de um dos muitos boatos que o esgoto disparou na internet na época da campanha presidencial: havia um que dizia que ela estava proibida de pisar nos EUA, por envolvimento no sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em setembro de 1969.

E não foram só os ignorantes que propagaram isso ou acreditaram nessa idiotice: o comediante Chico Anysio proclamou o boato com a própria voz, em uma entrevista no rádio. O jornalista Luis Carlos Azenha até fez um texto sobre isso no seu Viomundo e disponibilizou o áudio, leia aqui (ao contrário do esgoto a gente sempre mostra o áudio, quando ele existe).

E agora, o que será que o Chico Anysio tem a dizer sobre suas próprias palavras?



Escrito por Alan Souza às 22h04
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   Fausto Silva e a ignorância nacional

Vejo um merchan do Fausto Silva no Domingão do Faustão. Ele diz que a empresa fez a 1ª escova de dente do mundo em 1938. E que “inventou o flúor” nos anos 1960.

Uma visita à Wikipédia mostra que a 1ª escova de dentes do mundo data de 1498, na China. Revistas já anunciavam escovas de dente nos EUA em 1899. E que o flúor é um elemento químico, descoberto em 1771 e isolado em 1886.

Esse é Fausto Silva, contribuindo com a ignorância nacional desde 1989!



Escrito por Alan Souza às 20h23
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   O Brasil precisa regular sua imprensa

Quando a OEA - Organização dos Estados Americanos, baixou uma medida cautelar, pedindo ao Governo Brasileiro que suspendesse a construção de Belo Monte, o jornal O Globo estampou o assunto como uma "crise internacional", com direito a chamada na primeira página em letras garrafais.

Ontem o consórcio responsável pela construção da usina informou que a OEA voltou atrás no seu posicionamento. O especialista em segurança pública da OEA informou que a cautelar foi retirada em 1º de agosto, e ainda acrescentou: "Esse assunto está encerrado para nós. Creio que o que houve foi falta de informação dos integrantes da comissão".

O fato foi noticiado ontem no Globo - na página 25, num cantinho do caderno de Economia. Padrão Ricúpero de jornalismo ("o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde"). 

Essas coisas a mídia não repercute, e depois ainda reclama quando se discute uma Lei de Imprensa séria no país!

Veja a diferença de tratamento, para o mesmo assunto...



Escrito por Alan Souza às 09h15
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   Maneirismos dos "descolados"

Há quase três anos escrevi aqui no Blogosfera um texto sobre os maneirismos de quem se julgava de esquerda. Percebo atualmente uma nova onda de maneirismos, desta vez dos que se julgam modernos, descolados e antenados. Basicamente, esse comportamento se traduz em uma postura genérica de "sou contra tudo isso que está aí", que é basicamente torcer contra o Brasil. Essas pessoas baseiam-se sobretudo no senso comum de que certas coisas são "ruins", e tudo que é "ruim" é propagado notadamente pela mídia, da mídia essas pessoas pegam trechos de discursos e passam a repeti-los, para dar a ideia de que são informados sobre o assunto. Mas tem alguns pontos desse discurso que são bem específicos:

1) Ser contra Belo Monte: a usina hidrelétrica de Belo Monte passou a representar tudo que há de mais diabólico no país. Belo Monte é pintada como algo que só vai trazer malefícios e nada de positivo, a imprensa, o Ministério Público Federal e artistas de TV a apontam como algo pensado apenas pra destruir e matar, sem trazer nenhum benefício. É um discurso particularmente apreciado por estudantes de caras escolas e faculdades particulares, aquele povo que adora ter iPhone, tablet, TV de LED, ar-condicionado e internet, mas nem sequer imagina de onde vai sair energia elétrica pra todos esses confortos;

2) Ser contra a Copa do Mundo no Brasil: virou moda dizer que a Copa vai representar uma torragem de dinheiro que não servirá para nada, dinheiro esse que seria melhor aproveitado em saúde e educação. Os defensores desse maneirismo esquecem que 90% do que será gasto na Copa estará em melhorias de infraestrutura (principalmente transporte urbano e aeroportos) e estádios. Na esteira dessa moda vem o torcer contra o Brasil: as pessoas querem que a Seleção seja derrotada na Copa de 2014. Não basta ser contra a Copa, é preciso querer ver o povo infeliz e os estrangeiros comemorando nossa derrota;

3) Ser contra as UPP’s: quem é descolado odeia as UPP’s, as Unidades de Polícia Pacificadora que expulsaram os traficantes de vários morros do Rio de Janeiro. Basicamente diz-se que a população agora é oprimida pelo Estado, e que sofre com violência e abuso policial. Geralmente é um discurso de quem nunca soube como era a vida dessas comunidades nas mãos dos traficantes, de quem prefere ver o crime mandar nas favelas do que o Poder Público. É o mais irracional dos modismos dos descolados, mas é o que ganha mais adeptos a cada dia;

4) Torcer pela quebra do país: os descolados odeiam quando se diz que o Brasil sofrerá menos com os efeitos de uma crise internacional do que os países europeus ou os Estados Unidos. Acham que o Governo está maquiando números da economia ou que engana a população ao dizer que estamos preparados para a crise. Torcem secretamente para que o país vire uma Grécia, pois só assim poderão provar que estão certos. Querem o desemprego, a pobreza e a recessão do Brasil, para então bater no peito e dizer, triunfantes: “eu não disse?”.



Escrito por Alan Souza às 20h59
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   A irritante saúde de Maluf

Paulo Maluf comemorou neste fim de semana seus 80 anos de vida, muito bem disposto e cercado de políticos poderosos (como o vice-presidente da República, Michel Temer), e inclusive de alguns ex-desafetos, como o comunista Aldo Rebelo.

O que me deixa embasbacado é que tanta gente boa, produtiva, trabalhadora e honesta morre cedo. Ayrton Senna morreu aos 34 anos. Elis Regina foi-se aos 36 anos. Clara Nunes partiu aos 39. Betinho durou mais, mas a AIDS o levou aos 61. 


E sujeitos como Maluf, Sarney e outros que só sugam este país, chegam aos 80 anos lépidos, fagueiros e vendendo saúde! Não tem uma gripe, uma enxaqueca, uma unha encravada, nada! Se não morrerem de susto, bala ou vício, chegam aos 100 anos brincando!

Estou começando a me revoltar com o Criador por causa disso...



Escrito por Alan Souza às 08h25
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   O que quer, afinal, a Oposição?

Não dá pra entender o que quer a Oposição e a grande mídia no Brasil. O Governo foi duramente atacado, durante meses, por políticos da Oposição e por analistas econômicos dos jornalões e redes de TV, por manter os juros altos. Cobrou-se do Banco Central a queda dos juros, incessantemente. E agora que o COPOM reduz a taxa de juros em meio por cento, estão todos, Oposição e analistas econômicos da mídia, gritando que a decisão foi política, que Dilma interviu no Banco Central e que o fim do mundo provocado pela baixa de meio por cento dos juros será na semana que vem...



Escrito por Alan Souza às 08h25
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   O povo sendo roubado

Vejo no Fantástico que em Barreiros (PE), mulher só pode parir de segunda a quinta. Sexta, sábado e domingo não tem médico obstetra na rede pública da cidade. Segundo dados do Portal da Transparência do Governo Federal Barreiros recebeu mais de 2,9 milhões de reais do Governo Federal, em repasses para a área de saúde, no ano de 2010. Neste ano de 2011 já foram repassados mais de 2,2 milhões.

O problema de Barreiros, como de muitos outros municípios do Brasil, não é falta de dinheiro. É falta de condenações por improbidade e eventualmente de cadeia para maus gestores...



Escrito por Alan Souza às 23h14
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   O discurso que serve aos corruptos

Os adeptos da divisão do Estado do Pará sustentam suas posições, basicamente, com um argumento: o de que toda a riqueza gerada pelos municípios nas áreas que querem se emancipar (estados de Carajás e do Tapajós) vai para Belém, capital do Pará, e lá fica, não retornando para as demais áreas do Estado.

É um argumento falso e que serve muito bem aos prefeitos corruptos do interior paraense, que nada fazem por suas cidades e colocam a culpa sempre na falta de dinheiro, acusando Belém de centralismo. O povo, que não acessa o Portal da Transparência federal e o estadual, nem sonha que muito dinheiro é repassado a esses municípios, pelo governo federal e pelo governo do Estado.

O município de Canaã dos Carajás, que está na área do futuro estado de Carajás, por exemplo, tem 27.600 habitantes, numa área de 3.100 km². Ano passado recebeu 37,6 milhões de reais do Governo Federal, e outros 25 milhões do Governo Estadual. 62,6 milhões de reais, apenas no ano passado, e só em repasses dos governos federal e estadual. 

As pessoas que vivem nesses locais deviam antes cobrar a aplicação desses recursos de seus prefeitos, antes de acreditar que toda a riqueza que geram vai "pra Belém".

Outro argumento corrente dos defensores da divisão do estado é o de que o Pará, por ser muito grande, é inadministrável, pois tem localidades distantes 1800 km da capital. Aí eu pergunto só uma coisa: se tamanho é (mau) documento, por que o Amapá, Alagoas e Sergipe não são os estados mais desenvolvidos e ricos do Brasil?

O discurso dos separatistas, ainda que essa não seja a vontade deles, serve como uma luva aos prefeitos corruptos do interior e aos políticos interessados nos muitos cargos que os novos estados vão gerar...



Escrito por Alan Souza às 21h35
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   A guerra dos políticos no Pará

Os políticos do Pará estão em guerra - de novo. Aproveitando que Jader Barbalho (PMDB) está em baixa, e não conseguiu livrar-se da pecha de ficha-suja no STF, o jornal O Liberal, jornal do grupo ORM - Organizações Rômulo Maiorana, há alguns anos braço midiático do PSDB estadual, vêm abrindo fogo cada vez mais pesado contra Jader. O editorial abaixo (em itálico) foi publicado hoje.

Mas não se enganem: embora seja sempre gostoso ver Jader apanhando feito boi fujão, não é a primeira vez que a família Maiorana (donos do grupo ORM) brigam com a família Barbalho. Já foram aliados em priscas eras, brigaram e depois voltaram às boas. Daí brigaram de novo, e baixaram depois as armas, passando por um período de silêncio mútuo e respeitoso. Agora brigam de novo. Não me espanto se daqui a pouco derem os braços novamente. O que pauta as ações de Maiorana contra os Barbalho (e vice-versa) não é a ética, nem a moral e nem o desejo de um Pará melhor: são os interesses de cada grupo. Quando os interesses convergem, eles se unem. Descaradamente, como se nunca tivessem se estapeado antes, pra completa desgraça do povo do Pará.


Esperneios de um nojento

O corrupto daqui - o notório, o notável, o que tem orgulho de roubar o Pará - ingressou em nova fase de esperneio.

Esperneando, o corrupto daqui, aquele ladravaz que barbalhiza o erário há mais de 25 anos, revela-se por inteiro.

Aliás, é dele mesmo - e concedamo-lhe o benefício da dúvida, imaginando que ele não roubou de ninguém - esta máxima: “A política não dá nem tira o caráter de ninguém. Obrigatoriamente revela”.

É verdade. O corrupto daqui, sempre empavonado, sempre orgulhoso de roubar o Pará, tem-se revelado, em seus esperneios, o despeitado, o debochado, o cínico, o mentiroso de sempre.

Por quê? Porque O LIBERAL tem relembrado, nos últimos dias, os trechos mais marcantes de ação penal a que ele responde, sob a acusação de ter metido as mãos nos cofres da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), para de lá afanar mais de R$ 130 milhões.

Para refrescar a memória desse meliante, fundador da Rede de Corrupção da Amazônia (RCA) - formada por um pasquim, uma rádio e uma televisão -, este jornal tem lembrado que, na denúncia oferecida à Justiça Federal, ele próprio foi apontado como líder de quadrilha montada para dilapidar os cofres públicos.

A denúncia tem um trecho assim, sem tirar nem pôr: “Jader Fontenelle Barbalho, líder da organização criminosa, estabeleceu um sistema de controle da direção da Sudam, com a finalidade de deixar fluir os recursos do Finam para seus comparsas de forma fraudulenta, depois tornar estes recursos ‘limpos’ , dando-lhes circulação econômica regular meramente aparente e inexistente.”

Esse trecho lapidar está na ação do Ministério Público Federal. Quem a escreveu? Quatro procuradores da República, um deles Pedro Taques, hoje senador (PDT-MT).

Eis aqui outra razão do agastamento, dos esperneios do corrupto: ele não suporta ouvir falar no senador e ex-procurador Pedro Taques, que o chamou de “líder de organização criminosa”.

O corrupto não deve ter gostado de saber que Taques, na sessão da última segunda-feira do Senado, disse o seguinte, refererindo-se aos corruptos e à corrupção, ao manifestar integral apoio à presidente Dilma Rousseff, na faxina que vem promovendo: “Senhora presidente da República, eu aqui votei de acordo com a minha consciência, mas estou do seu lado nessa faxina. Faxina se faz com o lixo, e quem rouba o dinheiro público é lixo. Não podemos ter medo das palavras. Quem rouba o dinheiro público é nojento - daí, hediondo -, porque o dinheiro público roubado causa vítimas que são indeterminadas. A corrupção mata! A corrupção rouba o futuro de crianças”.

É examente isso. Taques foi no âmago. Foi diretamente no calo dos corruptos, inclusive no daqui.

Ninguém duvida que um corrupto como o daqui, que tem orgulho de roubar o Pará há quase três décadas, rouba o futuro de crianças, quando afana recursos que poderiam ser utilizados na promoção de políticas para a infância.
Um corrupto como o daqui é nojento porque produz nojeiras. Sua cara é nojenta, seus discusos são nojentos, seus hábitos são nojentos, tudo nele dá nojo.

Um corrupto como o daqui, que já foi preso sob algemas e levado para uma delegacia da Polícia Federal no Estado do Tocantins, é um nojento cruel, porque os crimes que perpetra, sugando o dinheiro do erário para enfiar em seus próprios bolsos, impedem a aplicação de recursos públicos em melhorias na saúde, na educação, no saneamento básico.

O corrupto daqui é nojento porque nem se dá conta de que é corrupto. Mas os paraenses sabem que ele é. Sabem que ele rouba, que é debochado, que ele elegeu os mais sórdidos, os mais baixos, os mais vis princípios como sustentáculos de sua trajetória política.

Mas deixem que o corrupto que tem orgulho de roubar o Pará esperneie. Esperneando, ele se revela.



Escrito por Alan Souza às 23h51
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   Novelazinha mortífera...

Com a morte de Norma (Glória Pires), a novela Insensato Coração chega à incrível marca de 23 personagens mortos. Deve ser mais provável morrer na novela das nove do que na Líbia ou no Iraque...



Escrito por Alan Souza às 22h26
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   A coragem de falar

"Que moral o presidente do STF e a Corregedora do CNJ têm prá falar em nome dos Juízes? Será que um dia na vida estiveram juízes como nós mortais? Oras bolas, se estão Ministros se devem a três fatores: boa relação com o governo, falar bonito e escrever bem. Deveriam, ao menos um só dia, ter estado juiz mortal como nós e ter dado a ‘cara’ prá bater como nós damos a toda hora. Deveriam ter tido a oportunidade de, na pequena comuna, anular uma eleição, cassar o prefeito, prender polícia, olhar na ‘cara’ do jurisdicionado 24 horas por dia como fazemos. Deveriam, por justiça, sofrer ameaça de toda ordem como nós sofremos, a exemplo da colega assassinada. Na lista dos jurados para morrer tem Desembargador e Ministro? É evidente que não. Por certo é diferente do que ficar em seus suntuosos gabinetes e distante do cidadão carente e ávido pela rápida prestação jurisdicional, e do juiz que teve a coragem de enfrentar a bandidagem."


Trecho do artigo escrito pelo juiz Milton Biagioni Furquim, de Minas Gerais, comentando o assassinato da juíza Patrícia Acioli, do Rio de Janeiro. Achei o artigo corajoso no todo, embora em algumas partes seja abertamente corporativista. Só penso que ele deixou de tocar num ponto essencial: enquanto os Tribunais continuarem com suas posturas ultragarantistas, libertando os bandidos e forçando os cidadãos (juízes inclusive) a se trancar em casa, o país não muda.

Patrícia foi vítima, dentre outras coisas, de um sistema judiciário perverso. Como não dá pra criar um padrão de tutela de direitos para cada caso (um garantista para os poderosos, ricos e corruptos, e outro “direito penal do inimigo” para bandidos em geral), os tribunais estendem o mesmo padrão a todos. E aí o senador Aécio Neves e o deputado Romário, quando se recusam a soprar o bafômetro, contam com as mesmas proteções jurisprudenciais que o Fernandinho Beira-Mar, o Pedro Dom e o Elias Maluco. Na ânsia de proteger ricos, poderosos e corruptos, os Tribunais acabam protegendo por tabela traficantes, assaltantes e assassinos.



Escrito por Alan Souza às 15h38
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